Assim que entrei na Praça uma data de crianças correu para mim!
Os mais novos até junto de mim, tocaram-me no pelo e falaram comigo. Os mais velhos mantiveram uma distancia de segurança. Apenas até ter começado a dar saltos com os mais novos ao colo, assim que viram o sorriso dos mais novos, juntaram-se a eles, puxavam igualmente o pelo, por vezes até provocar dor, todos a gritar: Agora eu!
Adoro as crianças são o ser humano mais parecido comigo, apesar de terem menos pelo.
Bicho
domingo, 22 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
The never ending Bicho
Finalmente um fim de linha, uma prova de facto!
Um acto de reconhecimento do seu ser, por quem te tomas Bicho?
Pensas que no acto se lê o sentimento!
Que te aproximas da verdade porque a verdade desejas!
Serei apenas o Mar...
A brincar com a espuma nas pernas de uma bailarina...
Bicho
Um acto de reconhecimento do seu ser, por quem te tomas Bicho?
Pensas que no acto se lê o sentimento!
Que te aproximas da verdade porque a verdade desejas!
Serei apenas o Mar...
A brincar com a espuma nas pernas de uma bailarina...
Bicho
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Free Bicho
Abri a gaiola, e quase todos os pássaros voaram para fora dela...mas um, ficou!
Sai! Grunhi-lhe.
Não saiu! Insisti e chilreei...nada, nem um movimento!
Tirei a gaiola em volta... Toquei-lhe. Ainda assim não quis voar.
Sussurrei-lhe ao ouvido um grunhido de liberdade. Levantou o Bico, cantou como se chorasse, bateu asas sem sair do sitio!
Olhou-me fixamente, primeiro com um olho, depois com o outro, virou as costas e voou até a janela. Lá ficou ate avistar outros pássaros. Olhou novamente para mim. Baixou o bico e num pulo iniciou o seu voo.
Fiquei a pensar, como é que até à data não tinha distinguido aquele pássaro dos outros? Era apenas a gaiola dos passarinhos...desde que tivessem comida, água, meia dúzia de Grunhidos carinhosos por dia... Era toda atenção que lhes dava.
E ali estava, aquele pássaro, para quem a minha quase indiferença foi diferente.
Conheci o finalmente no último dia!
Tão orgulhoso fiquei.
Bicho
Sai! Grunhi-lhe.
Não saiu! Insisti e chilreei...nada, nem um movimento!
Tirei a gaiola em volta... Toquei-lhe. Ainda assim não quis voar.
Sussurrei-lhe ao ouvido um grunhido de liberdade. Levantou o Bico, cantou como se chorasse, bateu asas sem sair do sitio!
Olhou-me fixamente, primeiro com um olho, depois com o outro, virou as costas e voou até a janela. Lá ficou ate avistar outros pássaros. Olhou novamente para mim. Baixou o bico e num pulo iniciou o seu voo.
Fiquei a pensar, como é que até à data não tinha distinguido aquele pássaro dos outros? Era apenas a gaiola dos passarinhos...desde que tivessem comida, água, meia dúzia de Grunhidos carinhosos por dia... Era toda atenção que lhes dava.
E ali estava, aquele pássaro, para quem a minha quase indiferença foi diferente.
Conheci o finalmente no último dia!
Tão orgulhoso fiquei.
Bicho
sábado, 25 de dezembro de 2010
Bicho Feito Homem
Finalmente o Bicho apareceu!
Chegou com ar desapontado, não cumprimentou ninguém, e foi directo ao quadro de comunicação enquanto me puxava o braço.
Escreveu rapidamente, temos que falar! Fiquei um pouco assustado, esteve ausente todo este tempo, chega afogueado de ar cabisbaixo mas de olhar decidido... estranha combinação! Como pode um Bicho comunicar tantos sentimentos apenas com a expressão.
Tantas vezes lhe perguntei sobre as suas ausências nunca obtive resposta e desta vez chega a querer falar... Perguntei-lhe de imediato o que se tinha passado, quis apesar da sua vontade de falar, manifestar o meu interesse pelo sucedido.
Levantou as costas, respirou fundo, esticou os ombros, está enorme... o Bicho cresceu! De cima, os seus olhos olharam profundamente nos meus, senti mudança no Bicho.
Virou-se para o quadro e escreveu, Chegou a hora! Desta vez, chegou a hora. Vou escrever de forma a que possas compreender enquanto Homem. Assim que acabei de ler em voz alta, olhei-lhe o focinho e uma lágrima escorria-lhe pelo sorriso.
Pegou novamente na caneta colocou a pata no meu ombro, grunhiu um grunhido que não compreendi, entre a dor e a felicidade, e escreveu, Vai, é longo, chamo-te já!
Quando voltei ao meu quarto, o Bicho estava sentado a mirar o mar e o horizonte. O quadro repleto de palavras, aproximei-me a sentir um nervoso na barriga e comecei a ler.
"A verdade e a sinceridade são difíceis de alcançar nos Homens, aprendi que a minha espécie difere nesse aspecto muito de vocês. Comunicamos por dentro, entre uns e outros, sem escapatória para a mentira.
EU, Bicho, apaixonei-me por uma Humana, ser que apenas consigo ler o coração, e apesar da leitura ser algo turva... existe uma incógnita que me puxa, que me leva, para lá da verdade, para lá do alcançável... Todas estas ultimas ausências foram períodos em que estive com ela. Nunca te contei Ibrahim, pois tinha receio da tua reacção, tu, que sempre me protegeste de todas as coisas, assumi, com medo, que irias procurar afastar-me ou impossibilitar essa relação, porque o amor as vezes tem destas coisas. Quando se é pai, como tu o és para mim, julgarmos-nos com capacidade de avaliação do que será melhor para os nossos.
Uma relação entre Bicho e Humana, não iria resultar, conheces-te, conheces o teu ser, conheces os Humanos, a forma como reagem, como não se inibem de magoar, como tem essa estranha capacidade de transformar o Belo em Feio...
Contudo, com ela, nos momentos que vivi, julguei encontrar a essência e a razão da vida. De tal forma foi crescendo esse amor, que quanto mais amava maior era o medo pela sua perda, e maior era a minha mentira... mesmo sem falta de verdade.
Anulava em mim esse sentimento enquanto partilhava o tempo contigo, e sentias a minha dor, é o que amor gere na falta.
Como sabes a minha espécie, não sente ódio e o amor é um sentimento sem fim, e sentia mesmo na dor a felicidade de existir em mim amor. Ainda o Sinto.
Compreendi, agora a razão de crescer, de nos encontrarmos frente a frente com as nossas decisões e escolher toma-las, sem olhar para trás, com a confiança de quem se lidera, não sou mais o teu Bicho. Sou o Bicho sempre teu por minha entrega.
Serei sempre verdadeiro com o Bicho que sou.
Nem de outra forma consigo ser.
E agora sigo.
Chegou a Hora, daqui para a frente Caminharei sozinho."
Coloquei-me atrás da cadeira em que ele estava sentado, mirei o mar. Coloquei a mão no sem ombro e pensei, Chegou a Hora, sou pai de um Bicho Grande.
Ibrahim
Chegou com ar desapontado, não cumprimentou ninguém, e foi directo ao quadro de comunicação enquanto me puxava o braço.
Escreveu rapidamente, temos que falar! Fiquei um pouco assustado, esteve ausente todo este tempo, chega afogueado de ar cabisbaixo mas de olhar decidido... estranha combinação! Como pode um Bicho comunicar tantos sentimentos apenas com a expressão.
Tantas vezes lhe perguntei sobre as suas ausências nunca obtive resposta e desta vez chega a querer falar... Perguntei-lhe de imediato o que se tinha passado, quis apesar da sua vontade de falar, manifestar o meu interesse pelo sucedido.
Levantou as costas, respirou fundo, esticou os ombros, está enorme... o Bicho cresceu! De cima, os seus olhos olharam profundamente nos meus, senti mudança no Bicho.
Virou-se para o quadro e escreveu, Chegou a hora! Desta vez, chegou a hora. Vou escrever de forma a que possas compreender enquanto Homem. Assim que acabei de ler em voz alta, olhei-lhe o focinho e uma lágrima escorria-lhe pelo sorriso.
Pegou novamente na caneta colocou a pata no meu ombro, grunhiu um grunhido que não compreendi, entre a dor e a felicidade, e escreveu, Vai, é longo, chamo-te já!
Quando voltei ao meu quarto, o Bicho estava sentado a mirar o mar e o horizonte. O quadro repleto de palavras, aproximei-me a sentir um nervoso na barriga e comecei a ler.
"A verdade e a sinceridade são difíceis de alcançar nos Homens, aprendi que a minha espécie difere nesse aspecto muito de vocês. Comunicamos por dentro, entre uns e outros, sem escapatória para a mentira.
EU, Bicho, apaixonei-me por uma Humana, ser que apenas consigo ler o coração, e apesar da leitura ser algo turva... existe uma incógnita que me puxa, que me leva, para lá da verdade, para lá do alcançável... Todas estas ultimas ausências foram períodos em que estive com ela. Nunca te contei Ibrahim, pois tinha receio da tua reacção, tu, que sempre me protegeste de todas as coisas, assumi, com medo, que irias procurar afastar-me ou impossibilitar essa relação, porque o amor as vezes tem destas coisas. Quando se é pai, como tu o és para mim, julgarmos-nos com capacidade de avaliação do que será melhor para os nossos.
Uma relação entre Bicho e Humana, não iria resultar, conheces-te, conheces o teu ser, conheces os Humanos, a forma como reagem, como não se inibem de magoar, como tem essa estranha capacidade de transformar o Belo em Feio...
Contudo, com ela, nos momentos que vivi, julguei encontrar a essência e a razão da vida. De tal forma foi crescendo esse amor, que quanto mais amava maior era o medo pela sua perda, e maior era a minha mentira... mesmo sem falta de verdade.
Anulava em mim esse sentimento enquanto partilhava o tempo contigo, e sentias a minha dor, é o que amor gere na falta.
Como sabes a minha espécie, não sente ódio e o amor é um sentimento sem fim, e sentia mesmo na dor a felicidade de existir em mim amor. Ainda o Sinto.
Compreendi, agora a razão de crescer, de nos encontrarmos frente a frente com as nossas decisões e escolher toma-las, sem olhar para trás, com a confiança de quem se lidera, não sou mais o teu Bicho. Sou o Bicho sempre teu por minha entrega.
Serei sempre verdadeiro com o Bicho que sou.
Nem de outra forma consigo ser.
E agora sigo.
Chegou a Hora, daqui para a frente Caminharei sozinho."
Coloquei-me atrás da cadeira em que ele estava sentado, mirei o mar. Coloquei a mão no sem ombro e pensei, Chegou a Hora, sou pai de um Bicho Grande.
Ibrahim
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Onde andas Bicho?
O meu Bicho, escreveu no quadro: Preciso de uns dias...
Não é a primeira vez que o faz, desaparece durante um tempo.
A primeira vez que o fez assumi que tivesse a ver com um período de reprodução ou algo do género, mas mais tarde, vim a compreender que a espécie do Bicho, é como os Homens, aja vontade e é período!
Um dia destes, e deve estar quase, aparece por aí!
Nunca duvidei que voltasse, nem que volta desta vez, até pode chegar o dia em que queira ir de vez mas quando acontecer, sei que o dirá.
Curiosamente e por muito que lhe tenha perguntado nunca me contou exactamente por onde andou ou o que fez nesses momentos de ausência. Já há muito que não lhe pergunto, respeito o seu espaço.
Faz me falta o Bicho, o quadro de mensagens vazio, as frases surrealistas que nem sempre compreendo, a visão simples e clara deste mundo de Homens que só uma espécie à parte consegue compreender...
Tenho saudades tuas Bicho
Onde andas Bicho?
Ibrahim
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Bichyssoise
Vou vos contar um dos meus lados negros.
As vezes apanho um humano, daqueles que vivem sem coração.
Apanho-os e como-lhes a cabeça...
Adoro Bichyssoise
Bicho
As vezes apanho um humano, daqueles que vivem sem coração.
Apanho-os e como-lhes a cabeça...
Adoro Bichyssoise
Bicho
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sincroniza Bicho
Apesar da minha qualidade de bicho, creio que partilho algumas das experiências com seres humanos, talvez por viver rodeado deles.
Conhecem a sensação de não estarmos sincronizados com o Mundo. Como se os acontecimentos que vivemos andassem sempre à frente ou atrás das nossas expectativas.
Estou dessincronizado.
E de repente, uma visão, uma paz tranquilizadora, como se universo usa -sse esse momento para acertar as agulhas. Um simples sorriso, um olá de paz e esperança. Quando o amor escurecido pela doença, é curado, limpo, novamente puro.
Obrigado pela vacina.
Vou incomodar o Ibrahim com os meus Grunhidos de Felicidade!
Bicho
Conhecem a sensação de não estarmos sincronizados com o Mundo. Como se os acontecimentos que vivemos andassem sempre à frente ou atrás das nossas expectativas.
Estou dessincronizado.
E de repente, uma visão, uma paz tranquilizadora, como se universo usa -sse esse momento para acertar as agulhas. Um simples sorriso, um olá de paz e esperança. Quando o amor escurecido pela doença, é curado, limpo, novamente puro.
Obrigado pela vacina.
Vou incomodar o Ibrahim com os meus Grunhidos de Felicidade!
Bicho
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