Bicho desculpa a intromissão... Mas preciso da tua ajuda, pois tenho um problema de comunicação com os outros Humanos.
Quando quero ter uma conversa! É me muito fácil imagina-la, escolho um caminho, uma composição de palavras de forma a materializar uma ideia. Repito para comigo o conjunto que quero idealizar, convenço-me que atinjo fim a que me proponho: a transmissão da informação que tenho em mim. No fundo Bichito, exactamente aquilo que tu fazes com os da tua espécie mas com palavras pelo meio...
Deveria... contudo não o consigo!
Que estranha força esta que não me deixa atingir os outros, dar-lhes a compreensão plena de mim. Sou um ser limitado (Já sei! estás a fazer o sorrizinho e a pensar, Humano...). Se ao menos fossemos como vocês, a ideia é implantada no receptor sem intervenção deste... Mas não, está dependente dos dois, para além da já difícil transmissão ainda temos a interpretação do lado de quem recebe.
É incrível as interpretações que conseguem fazer das minhas palavras Bicho, percebes as minhas saudades, tenho imensas saudades tuas!
Ainda no outro dia fui ao dicionário, pois pensei... devo ter-me enganado no significado da palavra...mas não!
Ou então, o conjunto das palavras nunca quer dizer o que o conjunto das palavras diz! é sempre algo mais...ou menos!
O que queres dizer verdadeiramente é... PORRA! O que eu queria dizer verdadeiramente era mesmo o que disse! Só! Apenas! É suficiente! Para quê a interpretação... nem é poesia!
Para além disso, a grande maioria de nós Humanos já não sabemos ouvir! Já me vai custando explicar que meia ideia de algo não tem o valor de uma ideia inteira! lembras-te como ficavas quando estavas a escrever no quadro e eu começava logo a ler e a interpretar? Pois então! Desculpa.....
Querem terminar as frases! Querem responder sem a questão! Qual é a pressa? Vivemos na constante pressa, pressa para não ouvirmos, pressa para não convivermos, pressa para não nos entendermos.
Nós os Homens deixamos, por alguma razão, de nos entender.
Estou mesmo a precisar de ti...
...estamos mesmo a precisar de ti Bicho.
Abraço do Teu Ibrahim
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Bicho Mau
Passei a noite a grunhir à lua, a tentar uivar como um lobo.
Rondei lateralmente a noite... ericei o pelo... e aguardei por um qualquer pensamento violento...
Quero sentir raiva, quero a raiva, desejo a raiva! Humanos quero sentir a vossa raiva, dêem-me a vossa raiva...
Nada! Nem uma sensação que não fosse a beleza gerada pelo luar!
Dificilmente conseguirei compreender os homens se não sinto todas as suas sensações!
Paciência, sentirei o que sentir.
Bicho
Rondei lateralmente a noite... ericei o pelo... e aguardei por um qualquer pensamento violento...
Quero sentir raiva, quero a raiva, desejo a raiva! Humanos quero sentir a vossa raiva, dêem-me a vossa raiva...
Nada! Nem uma sensação que não fosse a beleza gerada pelo luar!
Dificilmente conseguirei compreender os homens se não sinto todas as suas sensações!
Paciência, sentirei o que sentir.
Bicho
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Lá Para Cima No Topo do Céu dos Bichos.
Acordei com um salto, inverti a coluna da posição de dormir, grunhi como deve um bicho adulto, afastei os pelos dos olhos, sacudi o resto do pelo, não chove, não há banho. Fui ao terraço dei cinco saltos, comi uma mioleira que me tinha sobrado... Arrotei as ideias obtusas, não quero nada disso dentro de mim.
Sinto-me pronto, estou pronto, aqui vou eu...
Bicho
Sinto-me pronto, estou pronto, aqui vou eu...
Bicho
domingo, 12 de junho de 2011
Brand New Bicho
Sem me aperceber, em três dias, formei casulo, alterei-me e saí!
Não ganhei asas, mas mudei-me, mesmo sem asas vôo livre.
Finalmente, eu passei a ser EU, O BICHO!
Bicho.
Não ganhei asas, mas mudei-me, mesmo sem asas vôo livre.
Finalmente, eu passei a ser EU, O BICHO!
Bicho.
domingo, 22 de maio de 2011
Bichinho
Assim que entrei na Praça uma data de crianças correu para mim!
Os mais novos até junto de mim, tocaram-me no pelo e falaram comigo. Os mais velhos mantiveram uma distancia de segurança. Apenas até ter começado a dar saltos com os mais novos ao colo, assim que viram o sorriso dos mais novos, juntaram-se a eles, puxavam igualmente o pelo, por vezes até provocar dor, todos a gritar: Agora eu!
Adoro as crianças são o ser humano mais parecido comigo, apesar de terem menos pelo.
Bicho
Os mais novos até junto de mim, tocaram-me no pelo e falaram comigo. Os mais velhos mantiveram uma distancia de segurança. Apenas até ter começado a dar saltos com os mais novos ao colo, assim que viram o sorriso dos mais novos, juntaram-se a eles, puxavam igualmente o pelo, por vezes até provocar dor, todos a gritar: Agora eu!
Adoro as crianças são o ser humano mais parecido comigo, apesar de terem menos pelo.
Bicho
terça-feira, 10 de maio de 2011
The never ending Bicho
Finalmente um fim de linha, uma prova de facto!
Um acto de reconhecimento do seu ser, por quem te tomas Bicho?
Pensas que no acto se lê o sentimento!
Que te aproximas da verdade porque a verdade desejas!
Serei apenas o Mar...
A brincar com a espuma nas pernas de uma bailarina...
Bicho
Um acto de reconhecimento do seu ser, por quem te tomas Bicho?
Pensas que no acto se lê o sentimento!
Que te aproximas da verdade porque a verdade desejas!
Serei apenas o Mar...
A brincar com a espuma nas pernas de uma bailarina...
Bicho
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Free Bicho
Abri a gaiola, e quase todos os pássaros voaram para fora dela...mas um, ficou!
Sai! Grunhi-lhe.
Não saiu! Insisti e chilreei...nada, nem um movimento!
Tirei a gaiola em volta... Toquei-lhe. Ainda assim não quis voar.
Sussurrei-lhe ao ouvido um grunhido de liberdade. Levantou o Bico, cantou como se chorasse, bateu asas sem sair do sitio!
Olhou-me fixamente, primeiro com um olho, depois com o outro, virou as costas e voou até a janela. Lá ficou ate avistar outros pássaros. Olhou novamente para mim. Baixou o bico e num pulo iniciou o seu voo.
Fiquei a pensar, como é que até à data não tinha distinguido aquele pássaro dos outros? Era apenas a gaiola dos passarinhos...desde que tivessem comida, água, meia dúzia de Grunhidos carinhosos por dia... Era toda atenção que lhes dava.
E ali estava, aquele pássaro, para quem a minha quase indiferença foi diferente.
Conheci o finalmente no último dia!
Tão orgulhoso fiquei.
Bicho
Sai! Grunhi-lhe.
Não saiu! Insisti e chilreei...nada, nem um movimento!
Tirei a gaiola em volta... Toquei-lhe. Ainda assim não quis voar.
Sussurrei-lhe ao ouvido um grunhido de liberdade. Levantou o Bico, cantou como se chorasse, bateu asas sem sair do sitio!
Olhou-me fixamente, primeiro com um olho, depois com o outro, virou as costas e voou até a janela. Lá ficou ate avistar outros pássaros. Olhou novamente para mim. Baixou o bico e num pulo iniciou o seu voo.
Fiquei a pensar, como é que até à data não tinha distinguido aquele pássaro dos outros? Era apenas a gaiola dos passarinhos...desde que tivessem comida, água, meia dúzia de Grunhidos carinhosos por dia... Era toda atenção que lhes dava.
E ali estava, aquele pássaro, para quem a minha quase indiferença foi diferente.
Conheci o finalmente no último dia!
Tão orgulhoso fiquei.
Bicho
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