Pouco a pouco...
Aproximou-se, saltou de um lado para o outro.
Ela, baixava a cabeça sempre que o encontrava após um salto...
Comunicaram, entoaram cânticos, trocaram gostos, cartas sonoras de amor...
Confirmaram-se.
És tu! És tu!
Tocaram-se!
Voaram juntos...
ele esverdeado, um pouco clareado no papo, bico preto diamante.
ela um pouco mais escura, mas de noiva vestida!
Fiquem ainda a observa-los nos seus rituais de voo.
Rodopiaram e a cantaram enquanto voavam.
Voo frenético e tranquilo, como só a excitação do amor pode provocar.
Pareceu-me ver a felicidade, olhei de soslaio e lá estava ela, meia escondida, talvez com medo que a sua presença atraiçoasse o seu próprio momento, a abençoar todo aquele ritual.
Um encontro, um começo, um projecto...
Pousaram no mais forte, mas abrigado, ramo do salgueiro. Pareceu-me de facto o mais bonito, talvez por ter sido a escolha deles...
Uma palha aqui, outra acolá. Tomou a forma mais carinhosa de todas...
O macho com o máximo respeito deixou que a fêmea se acomodasse ao ninho. Aguardou que esta o chamasse.
Ela cantou: vem!
Ele foi.
Achei que precisam de privacidade...
No caminho, apanhei uma palha.
Bicho
terça-feira, 13 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Aceitas? Bicho!
Recebi uma carta!
"Ex.mo Sr. Bicho
Vimos por este meio, informa-lo da formação de um movimento Panteísta.
É urgente a passagem para a gestão politica, os valores da dignidade e da verdade e respeito pelos seres.
Temos assistido a um continuo desgaste dos valores no que respeita a dignidade do ser. Pelo que até agora podemos ver, este processo não começa nem termina nos órgãos de soberania e representação, é sim transversal a toda a sociedade.
A lei distanciou-se da moralidade, e de igual modo, levou a justiça com ela.
...
Sabemos que não é nativo deste planeta mas vive nele, por isso, achamos que seria interessante que esta organização tivesse membros como o Sr. Bicho.
Pois, é nosso desejo criar uma sociedade a favor de todos que neste planeta habitam, mesmo pelos seres que impossibilitados estão de se manifestar.
...
Cremos que compreende o nosso propósito.
Aguardamos com expectativa a sua integração..."
Partes da carta não compreendi, falava de revoluções e mudanças de atitude, que é algo que só se vê nos humanos, a capacidade de durante o processo de vida serem diferentes indivíduos...
Contudo, e uma vez mais, fiquei a pensar...
Estranho como nós, Bichos, temos sentido o nascer de uma pergunta que não existia em nós.
Sempre vivemos o presente e nunca tínhamos questionado a razão da existência ou o seu propósito, até agora...
Qual o propósito? Qual a razão? De cá estarmos...
Teremos responsabilidade no que somos, ou, no que queremos ser...
Bicho
"Ex.mo Sr. Bicho
Vimos por este meio, informa-lo da formação de um movimento Panteísta.
É urgente a passagem para a gestão politica, os valores da dignidade e da verdade e respeito pelos seres.
Temos assistido a um continuo desgaste dos valores no que respeita a dignidade do ser. Pelo que até agora podemos ver, este processo não começa nem termina nos órgãos de soberania e representação, é sim transversal a toda a sociedade.
A lei distanciou-se da moralidade, e de igual modo, levou a justiça com ela.
...
Sabemos que não é nativo deste planeta mas vive nele, por isso, achamos que seria interessante que esta organização tivesse membros como o Sr. Bicho.
Pois, é nosso desejo criar uma sociedade a favor de todos que neste planeta habitam, mesmo pelos seres que impossibilitados estão de se manifestar.
...
Cremos que compreende o nosso propósito.
Aguardamos com expectativa a sua integração..."
Partes da carta não compreendi, falava de revoluções e mudanças de atitude, que é algo que só se vê nos humanos, a capacidade de durante o processo de vida serem diferentes indivíduos...
Contudo, e uma vez mais, fiquei a pensar...
Estranho como nós, Bichos, temos sentido o nascer de uma pergunta que não existia em nós.
Sempre vivemos o presente e nunca tínhamos questionado a razão da existência ou o seu propósito, até agora...
Qual o propósito? Qual a razão? De cá estarmos...
Teremos responsabilidade no que somos, ou, no que queremos ser...
Bicho
segunda-feira, 5 de março de 2012
Bicho com bilhete
Enquanto o sopro da vida se despedia. Entregou-me um bilhete.
Com um sorriso tentei dizer-lhe: é valido! dá até ao infinito! Mas apenas grunhi...
Toquei-lhe o coração, encontrava-se em paz!
Quando os paramédicos chegaram já a viagem tinha iniciado...
Como não a conhecia li o Bilhete:
" A todos os que me fizeram sorrir, obrigado!
A todos que por mim choraram, desculpem!
Quem ler este papel, obrigado por seres todos."
Do lado de fora escrevi - Passar após a leitura .
Entreguei ao primeiro que por mim passou, hoje sou todos! Também com vocês, humanos...
Olhei para o caminho e gritei um grunhido de Obrigado.
Bicho
Com um sorriso tentei dizer-lhe: é valido! dá até ao infinito! Mas apenas grunhi...
Toquei-lhe o coração, encontrava-se em paz!
Quando os paramédicos chegaram já a viagem tinha iniciado...
Como não a conhecia li o Bilhete:
" A todos os que me fizeram sorrir, obrigado!
A todos que por mim choraram, desculpem!
Quem ler este papel, obrigado por seres todos."
Do lado de fora escrevi - Passar após a leitura .
Entreguei ao primeiro que por mim passou, hoje sou todos! Também com vocês, humanos...
Olhei para o caminho e gritei um grunhido de Obrigado.
Bicho
Voyeurismo de Bicho
Observava, no topo de um poste de iluminação, dois namorados que se beijavam...
Enquanto caminhavam, uniam-se lateralmente, beijavam e rodopiavam, mudavam constantemente a posição em relação ao movimento, ziguezagueando pelo passeio, o beijo era a única linha continua.
Os corpos mudavam a sua postura, a cabeça oscilava de um lado para o outro, as mãos percorriam os cabelos, as costas, dos braços às mãos e os dedos cruzavam-se. Como se procurassem ultrapassar os limites do abraço, a qualquer momento a fusão....
Voei em salto por cima deles, quase sem reparar, soltei algumas nocturnas flores que tinha apanhado, não as notaram...
Soltaram-se!
Miraram-se, olhos nos olhos, como quem observa, não a beleza do rosto mas o sentimento, o profundo intimo.
Sorriram-se.
Os olhos desceram, as mãos soltaram-se, os corpos afastaram-se, soltou-se um Adeus finalizado em silencio...
Ele, ficou imóvel, olhando as costas dela a distanciarem-se. Ela, acelerou do passo à corrida em compasso com o compulsivo choro.
Ele apanhou uma flor, olhou-me na extremidade de um outro poste e questionou-me sem esperar resposta: Porquê? Deixou escorregar a flor dos seus dedos e foi-se!
Recolhi as flores...
Este não era o seu perfume!
Bicho
Enquanto caminhavam, uniam-se lateralmente, beijavam e rodopiavam, mudavam constantemente a posição em relação ao movimento, ziguezagueando pelo passeio, o beijo era a única linha continua.
Os corpos mudavam a sua postura, a cabeça oscilava de um lado para o outro, as mãos percorriam os cabelos, as costas, dos braços às mãos e os dedos cruzavam-se. Como se procurassem ultrapassar os limites do abraço, a qualquer momento a fusão....
Voei em salto por cima deles, quase sem reparar, soltei algumas nocturnas flores que tinha apanhado, não as notaram...
Soltaram-se!
Miraram-se, olhos nos olhos, como quem observa, não a beleza do rosto mas o sentimento, o profundo intimo.
Sorriram-se.
Os olhos desceram, as mãos soltaram-se, os corpos afastaram-se, soltou-se um Adeus finalizado em silencio...
Ele, ficou imóvel, olhando as costas dela a distanciarem-se. Ela, acelerou do passo à corrida em compasso com o compulsivo choro.
Ele apanhou uma flor, olhou-me na extremidade de um outro poste e questionou-me sem esperar resposta: Porquê? Deixou escorregar a flor dos seus dedos e foi-se!
Recolhi as flores...
Este não era o seu perfume!
Bicho
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Reflexo de Bicho
"Vi! Eu vi! Eras tu! Eras mesmo tu!"
Dizia um Homem enquanto apontava para o seu reflexo...
Encostou o dedo ao espelho..
Empurrou com força! Com mais força...
Nada!
Só no cinema se consegue fundir a realidade e o reflexo...
" Porra! Tenho que ser Eu outra vez.
Estúpido reflexo, nada fazes, nada mais que a mera representação, tenho que fazer tudo por ti! Nem um movimento nasce da tua iniciativa, imitador! Barato, sim! Imitador Barato!
Não te cansas de não poderes ser nada mais que aquilo que te ordeno. Todos os dias, aproximo-me e lá vens tu, cada vez mais perto a espreitar o que faço, a troçar repetidamente de mim.
Não és nada!
Amanhã serei tédio e tédio serás!
Serei grande apenas longe de ti, sempre que apareceres, seja no espelho, na montra, no carro polido... serei apenas uma pequeníssima mostra de mim. Um dia comigo será mais enfastiante que a tua solidão!
Vai procurar outro mais interessante que eu e tu!"
Aproximou-se novamente do espelho, espreitou por um lado, espreitou por outro...
"Ei! Estava a brincar! Anda cá! que eu quero me pentear..."
Bicho
Dizia um Homem enquanto apontava para o seu reflexo...
Encostou o dedo ao espelho..
Empurrou com força! Com mais força...
Nada!
Só no cinema se consegue fundir a realidade e o reflexo...
" Porra! Tenho que ser Eu outra vez.
Estúpido reflexo, nada fazes, nada mais que a mera representação, tenho que fazer tudo por ti! Nem um movimento nasce da tua iniciativa, imitador! Barato, sim! Imitador Barato!
Não te cansas de não poderes ser nada mais que aquilo que te ordeno. Todos os dias, aproximo-me e lá vens tu, cada vez mais perto a espreitar o que faço, a troçar repetidamente de mim.
Não és nada!
Amanhã serei tédio e tédio serás!
Serei grande apenas longe de ti, sempre que apareceres, seja no espelho, na montra, no carro polido... serei apenas uma pequeníssima mostra de mim. Um dia comigo será mais enfastiante que a tua solidão!
Vai procurar outro mais interessante que eu e tu!"
Aproximou-se novamente do espelho, espreitou por um lado, espreitou por outro...
"Ei! Estava a brincar! Anda cá! que eu quero me pentear..."
Bicho
Certeza de Bicho.
Há algo estranho na paixão dos Homens.
Agora e anteriormente, sempre que o Ibrahim anda enamorado, fico confuso!
Pois se por um lado, o vejo feliz nos seus sentimentos...
Aquilo que sinto, provoca em mim uma certa tristeza..
Curioso, não é? Mas sempre que comunico com o seu coração, o que sinto é... uma insegurança, o pânico do não, a incerteza com que move a vontade.
Simultâneamente, uma capacidade de crer em tudo! Vê em tudo a possibilidade infinita!
Essa mistura de sentimentos conseguiu criar em mim um sentimento que só o sinto através do Ibrahim. Descrevi o que sentia e o como resposta deu-me o nome do sentimento: Angustia.
Engraçado que é mesmo a única forma de o sentir. Fiz testes, simulei sentimentos em mim, como quando leio... Mas nada! Só através do Ibrahim apreendi e sinto a angustia!
Há uns anos o Ibrahim entrou em casa... Desenrolei-me de bola em sobressalto! Pois mesmo a dormir, ao Ibrahim, sinto-lhe tudo! De imediato grunhi dor e os seus olhos leram nos meus, era a sua dor que grunhia e não a minha. Reconfortou-me de imediato. " Ah! Ah! Bicho não te preocupes... Estou a ver que já sentiste que fui flechado pela paixão! Estava em duvida se o estaria, confirmaste-o! Obrigado!"
Na altura ainda fiquei mais confuso. Que sentimento estranho este, provoca sorrisos na expressão e dor no coração...
Ao sentir aquela orgia de sentimentos no Ibrahim, compreendi, que essa dor é provocada pelo enchimento de sentimentos, como se o volume de sentimentos fosse maior que o espaço disponibilizado para os mesmos.
Defini angustia como o sentimento entre a vontade e a concretização, a tristeza de se deixar de ser dono de si, de não controlar suas vontades, pois é assim o Ibrahim apaixonado. Suponho que os outros homens também, mas a leitura permanente do sentimento do Ibrahim permite-me uma melhor compreensão.
O confuso que fico agora não tem exactamente a ver com o sentimento, como a primeira vez que a senti. Agora confunde-me a hesitação dos Homens na expressão do seu sentimento. Em nós essa individualidade de sentimento não nos é permitida, e a verdade comunica-se por vontade, o meu sentimento pertence-nos...
Para que serve a duvida se não se procurar a certeza.
Bicho
Agora e anteriormente, sempre que o Ibrahim anda enamorado, fico confuso!
Pois se por um lado, o vejo feliz nos seus sentimentos...
Aquilo que sinto, provoca em mim uma certa tristeza..
Curioso, não é? Mas sempre que comunico com o seu coração, o que sinto é... uma insegurança, o pânico do não, a incerteza com que move a vontade.
Simultâneamente, uma capacidade de crer em tudo! Vê em tudo a possibilidade infinita!
Essa mistura de sentimentos conseguiu criar em mim um sentimento que só o sinto através do Ibrahim. Descrevi o que sentia e o como resposta deu-me o nome do sentimento: Angustia.
Engraçado que é mesmo a única forma de o sentir. Fiz testes, simulei sentimentos em mim, como quando leio... Mas nada! Só através do Ibrahim apreendi e sinto a angustia!
Há uns anos o Ibrahim entrou em casa... Desenrolei-me de bola em sobressalto! Pois mesmo a dormir, ao Ibrahim, sinto-lhe tudo! De imediato grunhi dor e os seus olhos leram nos meus, era a sua dor que grunhia e não a minha. Reconfortou-me de imediato. " Ah! Ah! Bicho não te preocupes... Estou a ver que já sentiste que fui flechado pela paixão! Estava em duvida se o estaria, confirmaste-o! Obrigado!"
Na altura ainda fiquei mais confuso. Que sentimento estranho este, provoca sorrisos na expressão e dor no coração...
Ao sentir aquela orgia de sentimentos no Ibrahim, compreendi, que essa dor é provocada pelo enchimento de sentimentos, como se o volume de sentimentos fosse maior que o espaço disponibilizado para os mesmos.
Defini angustia como o sentimento entre a vontade e a concretização, a tristeza de se deixar de ser dono de si, de não controlar suas vontades, pois é assim o Ibrahim apaixonado. Suponho que os outros homens também, mas a leitura permanente do sentimento do Ibrahim permite-me uma melhor compreensão.
O confuso que fico agora não tem exactamente a ver com o sentimento, como a primeira vez que a senti. Agora confunde-me a hesitação dos Homens na expressão do seu sentimento. Em nós essa individualidade de sentimento não nos é permitida, e a verdade comunica-se por vontade, o meu sentimento pertence-nos...
Para que serve a duvida se não se procurar a certeza.
Bicho
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Bicho Três
Um Homem finalmente encontrou o seu caminho...
Arrependeu-se do seu passado, visitou os locais onde antes houvera roubado e mentido para reposição das suas acções.
Entrou numa aldeia, onde tinha roubado o sino do adro.
Lá chegado, sabendo que os habitantes o desconheciam como perpetrador do acto, procurou trabalho junto dos mesmos...
Apenas uma casa, não aceitou o seu trabalho...
Ajudou nas colheitas, calcou as uvas, varreu as eiras, espalhou o milho, limpou fachadas, caiou as casas, montou os fornos, arranjou telhados... A aldeia nunca tinha estado tão bonita. Até os canteiros! Nunca estes tinham estado tão floridos...
Pediu a todos que se reunissem no adro.
Todos se reuniram, era um pedido do Homem que a todos ajudara.
Lá chegados, o homem contou a sua história. Todos se comoveram com a história do ladrão que se tinha redimido e agora ajudava o outro. Ainda mais se comoveram quando este destapou um sino igual ao que houvera roubado anos antes. Comprado com o suor da ajuda que tinha dado.
Mas logo o velho da casa que não permitiu sua ajuda, veio até o adro e disse:
"Em nada vale a tua acção! Quem entrou em vossas casas foi um Homem com vontade de trabalhar, foi Homem consumido pela sua culpa, que se forçou a redenção. Diz me Homem. Se a tua culpa te obriga a reposição porque não foste sincero connosco? Quiseste com os actos de um Homem bom, o perdão ao Homem mau!"
O Homem pegou no sino e levou-o. Os aldeões deixaram no ir...
Passado um ano, o Homem entra na aldeia. Chega ao adro e grita:
"Eu sou o Homem que vos roubei, que vos pilhei o bronze do vosso sino, duas vezes!
Sou hoje um homem novo e pretendo a redenção dos meus pecados...."
O velho aproximou-se e perguntou-lhe: "Achas que consegues arranjar o meu telhado?"
Bicho
Arrependeu-se do seu passado, visitou os locais onde antes houvera roubado e mentido para reposição das suas acções.
Entrou numa aldeia, onde tinha roubado o sino do adro.
Lá chegado, sabendo que os habitantes o desconheciam como perpetrador do acto, procurou trabalho junto dos mesmos...
Apenas uma casa, não aceitou o seu trabalho...
Ajudou nas colheitas, calcou as uvas, varreu as eiras, espalhou o milho, limpou fachadas, caiou as casas, montou os fornos, arranjou telhados... A aldeia nunca tinha estado tão bonita. Até os canteiros! Nunca estes tinham estado tão floridos...
Pediu a todos que se reunissem no adro.
Todos se reuniram, era um pedido do Homem que a todos ajudara.
Lá chegados, o homem contou a sua história. Todos se comoveram com a história do ladrão que se tinha redimido e agora ajudava o outro. Ainda mais se comoveram quando este destapou um sino igual ao que houvera roubado anos antes. Comprado com o suor da ajuda que tinha dado.
Mas logo o velho da casa que não permitiu sua ajuda, veio até o adro e disse:
"Em nada vale a tua acção! Quem entrou em vossas casas foi um Homem com vontade de trabalhar, foi Homem consumido pela sua culpa, que se forçou a redenção. Diz me Homem. Se a tua culpa te obriga a reposição porque não foste sincero connosco? Quiseste com os actos de um Homem bom, o perdão ao Homem mau!"
O Homem pegou no sino e levou-o. Os aldeões deixaram no ir...
Passado um ano, o Homem entra na aldeia. Chega ao adro e grita:
"Eu sou o Homem que vos roubei, que vos pilhei o bronze do vosso sino, duas vezes!
Sou hoje um homem novo e pretendo a redenção dos meus pecados...."
O velho aproximou-se e perguntou-lhe: "Achas que consegues arranjar o meu telhado?"
Bicho
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